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Filmes e Séries do Filipe

Viciado e apaixonado por filmes e séries, com objectivo de partilhar e discutir este pequeno vício com mais nerds iguais a mim.

Filmes e Séries do Filipe

Viciado e apaixonado por filmes e séries, com objectivo de partilhar e discutir este pequeno vício com mais nerds iguais a mim.

Revisão de série: Fallout

Filipe Lopes, 23.05.24

Caro leitor, a review que trago hoje é  do mais recente sucesso do Prime, a série Fallout, série que estreou no passado dia 11 de Abril na plataforma online e logo com todos os seus 8 episódios.

Esta série é baseada num franchise de jogos de igual nome, tendo mesmo Fallout 4 sido jogo do ano. Embora utilizando o mesmo nome, a série nada tem a ver com o jogo, apenas utiliza a premissa da história para criar o seu mundo e, a partir daí, construir uma história que nos é contada de 3 perspectivas diferentes.

Fallout conta a história de um mundo pós-apocalíptico no qual a humanidade tenta sobreviver após um ataque nuclear em larga escala por todo o planeta. Devo confessar que devido ao grande hype - Fallout é das séries mais vista de sempre da prime - tinha grandes expectativas para a série no geral. Tudo no primeiro episódio é perfeito. Os mistérios, as personagens, os cenários, é tudo bem feito para cativar e prender o espectador, principalmente o cliffhanger que nos faz partir logo para o segundo episódio. No entanto, e não quero que isto pareça uma coisa negativa, que não o é, mas a partir daí para mim a série é... uma coisa que não consigo explicar nem dar bem a minha opinião. Não é má de todo, mas não sei porquê, na minha óptica estava à espera de mais - "e de mais o quê?", perguntam vocês? Pois, também não sei -. de algo que nunca veio. Para mim ficou a faltar alguma coisa que não consigo explicar. Mas isto não faz de todo a série menos boa, pelo contrário, o resto dos episódios são bem executados, a história - tendo em conta as 3 personagens diferentes - é bem organizada e estruturada, e culmina num bom final que para mim, apesar de tudo, me deu vontade de espreitar a segunda temporada.

De realçar a óptima realização de Jonathan Nolan, irmão de Christopher Nolan, e as personagens de Ella Purnell, Aaron Moten e Walton Goggins, os 3 impressionantes na caracterização que ajudam a ancorar a série e a torná-la ainda mais forte com lines e interpretações muito acima da média.

Apesar de tudo isto, eu continuo a recomendar a visualização da série, pois apesar de para mim ter faltado algo - acho que estou muito sozinho nesta opinião -, para o leitor pode ser uma muito boa e diferente experiência e acho que se têm curiosidade deviam espreitar.

Avaliação: 7/10

Revisão de série: Avatar The Last Airbender

Filipe Lopes, 06.05.24

É verdade caro leitor, estamos de volta e desta vez com algo que é capaz de já ter ouvido falar. Neste caso específico não será bem aquilo que está à espera. A review que trago hoje é da série de animação do Nickelodeon Avatar The Last Airbender, série que teve a sua run original iniciada em 2005 e que foi recentemente adaptada para um live action pela Netflix e neste caso particular vamos estar a falar apenas da série animada.

"Água, Terra, Fogo, Ar. Há muito tempo atrás as 4 nações viviam em paz e harmonia, mas um dia tudo mudou quando a nação do fogo decidiu atacar. Apenas o Avatar,  mestre dos 4 elementos, será capaz de os derrotar e devolver a paz e harmonia. Mas, quando o mundo mais precisava dele, desapareceu. Passados 100 anos, eu e o meu irmão descobrimos o novo Avatar, um utilizador do elemento ar de seu nome Aang. E apesar de as suas capacidades com o elemento ar serem bastante boas, ele ainda tem muito que aprender. Mas apesar disso, eu acredito que o Aang vai salvar o mundo"

O excerto que acabaram de ler é a intro da série e de cada episódio e, apesar da sua tradução para o nosso português, acreditem que após alguns episódios fica na cabeça e é a melhor forma de entrarem neste mundo e ficarem a saber o que vos espera. De realçar que esta review está a ser feita sobre a minha segunda vizualização da série. Sendo muito popular e conhecida, eu já a tinha visto há uns anos atrás, e voltei agora a rever com a minha namorada após as reviews médias da nova adaptação. 

Apesar da altura em que saiu e da sua ligação com desenhos animados, mesmo sendo o seu target principal as crianças, não se deixem enganar pois, por detrás das piadas e da leveza com que alguns temas são abordados, algumas temáticas são bem atuais, fraturantes e marcantes nas nossas culturas hoje em dia. Abordando de forma mais leve temas como sexismo e machismo, genocídio, opressão e perseguições étnicas, bem como todos os jogos políticos que aí estão envolvidos.

Mas apesar dos temas que são mais pesados e nos deixam a pensar, Avatar sabe dar a volta a isso com personagens ricas e profundas, que ao longo das 3 temporadas se vão desenvolvendo e florescendo no ecrã diante dos nossos olhos. Aang, Katara, Sokka e Appa - o bisonte voador - são as nossas personagens principais, com as quais iniciamos a nossa viagem, e que durante as suas aventuras vão conhecendo e fazendo novos amigos, alguns deles com as melhores histórias e arcs que eu já vi ao nível de séries.

Se por acaso também já ouviste falar, ou estavas com dúvidas e pensavas que só existia a nova adaptação, segue o meu conselho e experimenta primeiro o original. Episódios de 20 minutos com temáticas importantes e fortes, que nunca deixam de lado a aventura, descoberta e as side quests divertidas (que nos proporcionam valentes gargalhadas), além de personagens e histórias com as quais nos identificamos - vale muito mais a pena experimentar primeiro antes de partir logo para uma adaptação secundária.

Avaliação:9.5/10

Revisão de Filme: Dune e Dune: Part Two

Filipe Lopes, 18.03.24

É verdade, hoje de uma forma um pouco diferente, e que nunca fiz aqui no canal, trago a revisão de Dune - que já estreou em 2021 - e Dune: Part Two, que podem ainda encontrar nas salas de cinema nacionais.

Vamos então começar por Dune. Esta é a mais recente adaptação para o grande ecrã da saga de livros de ficção científica escritos por Frank Herbert. Já antes, em 1984, um filme com o mesmo nome tinha estreado no grande ecrã, com pouco sucesso - o que fez com que não tivesse tido qualquer continuação. Eis que em 2021 Denis Villeneuve pega no projecto de voltar a apresentar Dune ao mundo. 

Para mim, Villeneuve é neste momento um dos melhores realizadores da atualidade, a par do Nolan. Todos os seus filmes são muito interessantes, com visuais altamente trabalhados, planos complexos e imersivos. Enemy (baseado no romance de Saramago), Prisioners, Sicario, Arrival ou Blade Runner 2049 são alguns dos filmes do realizador, muito bem aclamados pela crítica.

Foi então com pouca surpresa que, apesar de não conhecer nada sobre a história de Dune, sabia que, ao ser realizado por Villeneuve, ia ser sempre um grande filme. Normalmente, gosto de poder ver no grande ecrã este tipo de espetáculos que apelam mesmo ao ambiente de uma sala de cinema. Com Dune não foi o caso. Acabei por não conseguir ir ver na altura em que estreou, mas sempre soube que quando fosse sair o segundo teria que o ver em casa. Pois bem, com o aproximar da altura de ver Dune: Part Two, sentei-me ao pc, abri a Prime e carreguei play.

Este primeiro filme é apenas metade da história contada no primeiro livro, tendo o resto sido adaptado na segunda parte. Dune, em termos cinamatográficos, é o exemplo perfeito de como introduzir as audiências a um novo mundo/universo, tendo sido com isto acusado de ser muito slow paced e de nunca acontecer quase nada - o que aqui até é o caso, pois sendo apenas metade, a acção e os acontecimentos mais marcantes ficaram guardados para Dune: Part Two. Isto não invalida no entanto a qualidade das interpretações, a profundidade das personagens, a qualidade dos sets e a maravilhosa cinematografia. Não foi à toa que Dune ganhou 6 oscars.

E chegamos então a Dune:Part Two, que estreou nos cinemas nacionais dia 29 de fevereiro. 

Do que ia lendo o ouvindo online, o filme estava com as críticas lá no alto - relatos de que era perfeito, o melhor filme nos últimos 10/15 anos,  de que Dune:Part Two voltou a trazer ao espectador a magia de assistir a um filme nas salas de cinema pareciam exagerados. Não era então de admirar que o meu interesse e curiosidade cresciam de dia para dia.

Não foi com surpresa que, após as quase 3 horas de filme, saí da sala e... fiquei completamente obcecado com este filme, universo e estas personagens - sendo que até já fui a correr encomendar os 3 primeiros livros. Sem querer dar muitos spoilers, pois acredito que é a melhor forma de experienciar este segundo filme, apenas posso dizer que tudo aquilo que foi feito e visto no primeiro filme, aqui é conseguido com uma qualidade superior: a banda sonora, os cenários, a cinematografia, as interpretações e o aprofundar ainda mais da história. Tudo resulta, tudo é feito com uma qualidade quase perfeita por Villeneuve e, apesar de só estarmos em março, posso já afirmar com 95% de certeza que temos em mãos o melhor filme do ano, que vai certamente ganhar muito mais que os 6 oscars que teve o anterior. 

Se já no primeiro filme o cast era uma combinação de talento, com atores mais experientes misturados com alguns mais novos, essa característica continua no segundo filme com nomes como Timothée Chalamet, Florence Pugh, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Javier Bardem,  sendo que o grande destaque, para mim, vai para Austin Butler, que entrega uma caracterização digna de melhor ator secundário.

Posto isto, façam um favor a vocês mesmos e por favor, vão ao cinema ver este filme, é uma experiência da qual não se vão esquecer. Ao saírem de lá vão perceber que o acabaram de ver não foi um filme qualquer, mas sim um dos melhores dos tempos recentes.

Avaliação:10/10

 

 

 

Revisão de série: Brooklyn Nine-Nine

Filipe Lopes, 22.02.24

Pois bem, caro leitor, a review que trago hoje é de uma série que já terminou em 2021, mas que só muito recentemente acabei. Como sei que normalmente sitcoms não são o foco do meu blog, e esta foi uma daquelas que me marcou muito pela positiva, aqui fica a minha revisão, com o objectivo de a dar a conhecer  e talvez despertar alguma curiosidade e interesse. 

Como já disse, nunca fui muito de Sitcoms. Este gostinho foi-me dado pela minha namorada que me "obrigou" a ver com ela Friends - podem esperar uma review para breve - e desde aí a minha vida nunca mais foi a mesma. Brooklyn Nine-Nine veio substituir um vazio que havia no meu cantinho das séries para as Sitcoms. Episódios de 20 minutos, super rápidos e fofos, que nos deixam - quase sempre - alegres e contentes com a vida, juntando a isso muitas gargalhadas e parvoíces à mistura? Como não amar!

Brooklyn Nine-Nine retrata o dia-a-dia da vida de vários polícias, os seu casos, os seus amores, as suas amizades e também as suas personalidades únicas, reunindo as características ideais para uma Sitcom de excelência. O ambiente, a envolvência e a utilização do "caso da semana", muito à semelhança de séries muito conhecidas como CSI, aqui têm um twist cómico e ligeiro, em que o espectador não está ali pelo caso ou crime, mas sim pelos detectives, as suas vidas e interações com momentos hilariantes, ao longo das suas 8 temporadas.

Se gostas de Sitcoms, ou és como eu e nunca viste nenhuma e achas que não precisas delas na tua vida... Experimenta, são só 20 minutos, episódios pequenos e fáceis de ver; talvez fiques como eu, e já toda a gente sabe que uma Sitcom por dia...

Avaliação:8.5/10

Revisão de Filme: Killers of The Flower Moon

Filipe Lopes, 19.02.24

 

E a revisão de filme de hoje é a de mais um dos grandes nomeados aos Oscars deste ano e que nos traz novamente a colaboração de Martin Scorsese e Leonardo Dicaprio. Estou a falar, pois claro está, de Killers of the Flower Moon.

Scorsese é conhecido pelos seus filmes super longos, exageradamente pormenorizados, e este Killers of the Flower Moon não é excepção. Para além de Leonardo Dicaprio, Robert De Niro toma também o papel principal e central na trama que retrata os acontecimentos reais dos assassinatos de índios Osage, quando nas suas terras na América é descoberto petróleo. Para além das 2 personagens masculinas e super conhecidas do público, há também que destacar a interpretação de Lily Gladstone - que lhe valeu a nomeação para melhor atriz - na qual muito do filme e da sua história e impacto cultural estão alicerçadas, que com uma interpretação exímia condensa todo o impacto e crueldades praticadas com aquele povo.

Tenho também que referir que não consegui ver o filme todo seguido. Por norma estes filmes de 3 ou mais horas gosto de ir ver ao cinema, pois sei que aí a experiência é diferente e não sou de sair a meio para voltar mais tarde para o acabar. Ao ver em casa, acabei por notar mais o passar do tempo, e apesar de as 3 horas e meia não serem exactamente necessárias - na minha mais humilde opinião - todo o filme está bem estruturado, com lógica e, ao longo da narrativa, vamos percebendo o porquê dos acontecimentos, arrastando-se apenas um bocadinho já para o final.

Mais uma vez, Scorsese consegue dar e vida e teatricalidade a acontecimentos macabros e marcantes para um povo, de uma maneira em que o espectador não toma nenhum lado. O filme, arrisco-me a dizer, passa mesmo como super realista e plausível pois não há exageros, ou utilização exagerada de efeitos especiais ou maquilhagem, e todo o guarda roupa e sets são exímios a transportar-nos para aquela epóca.

Avaliação:7/10

Revisão de Filme: Poor Things

Filipe Lopes, 01.02.24

E começamos o ano com um dos filmes mais aguardados nas salas de cinema nacionais, liderando as nomeações para os Oscars a par de Oppenheimer (que podem ler a minha review aqui). Falo claro de Poor Things de Yorgos Lanthimos.

Este é daqueles filmes que não é para todos. Confesso que fui ver o filme apenas pela curiosidade e pelo facto de estar nomeado para os Oscars. Então pode-se dizer que fui sem saber bem ao que ia, pois nunca vi nada do realizador nem sabia a mínima coisa acerca do plot do filme.  Estas circunstâncias meio que ajudaram à experiência, uma vez que este filme é uma mistura de sentimentos que o realizador nos transmite através das paisagens e cenários muito característicos, bem como o uso de cenas provocantes, gráficas e até mesmo para mim algumas a roçar o exagero, sem nunca passar a linha do desnecessário. Há também que fazer uma menção honrrosa à utilização do de Lisboa em parte da narrativa, bem como à interpretação de Carminho, que para nós Portuguêses só nos pode encher de orgulho. 

Como o facto de eu ter visto o filme sem saber nada ajudou bastante à minha experiência - primeira ida ao cinema em 2024 - não vou dar aqui muitos spoiler. Vou só apenas dizer que agora percebo como obteve as 11 nomeções que conseguiu e que muito provavelmente será para mim até agora o segundo melhor filme do ano, logo atrás de Oppenheimer. Há que realçar também as interpretações de Emma Stone, Mark Ruffalo e Willem Dafoe, os 2 primeiros com nomeações.

Se por acaso já conheces alguma da cinematografia de Yorgos, ou és daqueles que não se importa com filmes fortes e provocadores que te deixam desconfortável e muitas vezes nos dão mais perguntas que respostas, este é o filme para ti e deves ir ao cinema ver. Se por outro lado tens dúvidas se será para ti, e preferes coisas mais soft e menos desafiantes, então será melhor aguardar para ver em casa, pois aí podes parar a qualquer momento e não pagaste o bilhete.

Avaliação:8.5/10

Revisão de série: Echo

Filipe Lopes, 29.01.24

Pois bem, para primeira review de 2024, apresento a mais recente mini série da Marvel: Echo. À semelhança da Netflix, teve todos os seus 6 episódios publicados no Disney Plus no mesmo dia.

Echo foi publicada sob a nova banner "spotlight" da Marvel. Isto tem como objetivo trazer aos fãs histórias mais compactas e de menor escala - em compração ao que se vê nos filmes - para super heróis de street level, com mais impacto no desenvolvimento de personagens e com um tom mais dark e mais pesado, muito semelhante ao já visto nas famosas séries da Netflix, com Daredevil à cabeça.

A personagem de Echo/Maya, interpretada por Alaqua Cox, foi apresentada na série Hawkeye, onde a personagem foi muito mal tratada, e não foi com espanto que eu e a maioria das pessoas não ficou lá muito convencida com o facto de vir a ter uma série dedicada só para si. Para além de Maya, também outra personagem foi apresentada em Hawkeye, esta já muito conhecida e querida de todos os fãs. KingPin, interpretado por Vincent D'Onofrio, foi uma das grandes razões para eu ter algum interesse, ainda que pequeno, pela série. E tudo mudou quando, umas semanas antes, tivemos o trailer que deixou toda a gente em pulgas e prometia a aparição do nosso querido Charlie Cox como Daredevil mais uma vez.

De um modo geral, a série começou muito bem e conseguiu manter-se consistente ao longo dos 5 episódios, apesar de o último ter sido um pouco mais fraco para mim. Boa ação, boa cinematografia, bem escrtito e consegiu passar tudo aquilo a que se propunha. Alguns dos pontos fortes, para além das interpretações individuais, foi a forma como na série a maioria das personagens falava lingagem gestual, pois tanto a personagem de Echo como a Alaqua são surdas, e a forma como isso foi trazido para a série foi uma das melhores partes. Outro ponto positivo foi  a apresentação de uma cultura nativo-americana e toda uma comunidade ainda pouco explorada no MCU.

Apesar de não ter sido um game changer para as séries da Marvel ou não ser algo que poderá fazer falta para o MCU daqui a uns tempos, foi uma série que me dá alguma esperança no que está para vir, principalmente para a série do Daredevil: Born Again que, após todas as novidades e depois de Echo, tenho as esperanças lá muito no alto!

Avaliação:7/10

Revisão Filme: The Hunger Games The Ballad of Songbirds & Snakes

Filipe Lopes, 08.12.23

Hoje a review que vos trago é de mais um filme. Desta vez, a prequela da aclamada série The Hunger Games - baseada em livros do mesmo nome - que se iniciou em 2012, tendo os 4 filmes na altura sido um grande sucesso. Muito aclamado pela crítica e com bons números de bilheteira, foi com pouco espanto que, após todo esse grande sucesso, Songbirds & Snakes tenha também chegado ao grande ecrã.

A história é passada 64 anos antes do primeiro filme, onde acompanhamos Coriolanus Snow - o malvado e tirano líder de Panam e organizador dos jogos - durante os décimos hunger games, nos quais, como mentor, tem que ajudar uma rapariguinha do distrito 12 a ganhar e, assim, conseguir um grande prémio monetário.

Tendo em conta que eu posso ser suspeito, pois li os 3 livros e vi todos os filmes da saga, acho que posso começar por dizer que gostei muito do filme e, de um modo geral, foi uma agradável surpresa. Sem ainda ter lido este último livro, e sem ter visto quase nada da publicidade do filme, fui mesmo às cegas e, com as pipocas na mão e olhar no ecrã, tive uma sessão muito boa.

O filme está dividido em 3 partes distintas, que são bem delineadas com mensagens visuais no ecrã. Durante as duas primeiras, temos a introdução das personagens, informações sobre todo o enredo e até mesmo os jogos. Tudo acontece de forma bem rápida, resumida e super bem feita, pois mesmo sendo a maioria novas personagens, estas têm profundidade e acabamos a torcer e a gostar delas. É no entanto na terceira parte que, para mim, o filme perdeu um pouco da magia e do meu interesse. Na minha opinião, acho que o rumo que algumas personagens seguiram após os acontecimentos das duas primeiras partes acabou por ficar aquém do que poderia ter sido e estava a ser construído - e bem - durante o resto do filme, fazendo com que, no meu entender, o fim tenho sido um pouco apressado e desleixado. 

Apesar de tudo, de um modo geral, o filme é muito bem realizado, dirigido e interpretado. Temos tudo o que se poderia esperar de um filme de Hunger Games e, mesmo com uma terceira parte menos forte, não foi suficiente para estragar ou piorar o resto do filme.

Avaliação:8.5/10

 

Revisão Filme: The Marvels

Filipe Lopes, 03.12.23

O universo da Marvel tem para nos apresentar mais uma entrada com The Marvels e, claro está, depois de ter ido ver o filme ao cinema, hoje tenho para vocês a minha tão esperada review.

Se até agora, e de forma geral, qualquer pessoa que fosse ver um filme da Marvel conseguiria acompanhar com pouca dificuldade o que estava acontecer no grande ecrã, nesta nova entrada The Marvels a coisa fica um bocadinho mais complicada. Este é o primeiro filme do MCU no qual os acontecimentos passados nas séries do Disney+ - Ms Marvel e WandaVision - são um tanto ou quanto necessários para entender toda a essência do filme e alguns dos plots principais, o que neste caso, por si só, pode ser uma das razões para a fraca bilheteira que o filme tem registado.

Mas se és como eu, estás a par de tudo o que é Marvel e viste as séries - e mesmo que não estejas a par, vê um vídeo de recap no youtube que ficas preparado -, The Marvels aborda a história de como Kamala Khan, Monica Rambeau e Captain Marvel ficam interligadas atráves dos seus poderes cósmicos que, apesar de  diferentes, provêm de uma força comum às 3.

Não se deixem enganar pelas más reviews dos críticos, nem pelas pessoas que acham que o MCU está a morrer, ou mesmo por aqueles que acham que pós Endgame a Marvel nunca mais foi a mesma. Mesmo não sendo um dos melhores, certamente The Marvel não é dos piores filmes da Marvel. O filme é bastante compacto - apenas uma hora e meia - com uma história coesa e consegue fazer tudo aquilo a que se propõe. Tem princípio, meio e fim, é bastante divertido - e se são fãs de gatos como eu, há lá uma cena que vão adorar - e tem como ponto forte a química entre as atrizes principais. Quero apenas dar a minha menção honrosa a Iman Valane, pois com ela no ecrã em conjunto com a sua família dão sempre outra qualidade às cenas.

Pela primeira vez em muito tempo, este filme apresenta apenas uma mid credit scene, sem a tão famosa post credit scene - não precisam de ficar até ao fim -, e que mid credit scene, meus amigos! Para quem já viu sabe do que estou a falar, é uma cena que neste caso pode ou não ter grandes implicações para o universo como um todo. Mas que já não ficava de boca aberta no cinema com algo a acontecer há muito tempo - Spider Man No Way Home *wink wink* -, isso já.

Avaliação:7/10

 

Revisão de série: Castlevania Nocturne

Filipe Lopes, 22.11.23

 

Hoje a review que vos trago é de algo um pouco diferente. Não sendo anime - com algumas reviews aqui no blog -, temos a nova série de animação do universo de Castlevania. Criada a partir do muito conhecido e aclamado jogo da distribuidora Konami, veio para o pequeno ecrã em 2017 e agora tem o seu primeiro spin off, Castlevania Nocturne.

Desengane-se o leitor que achar por ser animação  a série é para crianças. Toda a história é baseada nos jogos em que o jogador, através de plataformas, tem que ir matando vários tipos de criaturas e monstros, culminando com o confronto final com o Drácula. Neste spin off acompanhamos a personagem principal de Richter Belmont, um descendente de uma família caçadora de vampiros que, com mais alguns amigos, vai descobrir os mistérios e as conspirações que se escondem nas cidades Francesas, prestes a serem tomadas de assalto pelas criaturas da noite.

Sendo um spin off, a série tem algumas referências e ligações a acontecimentos passados na primeira série de Castlevania, com 4 temporadas, a qual eu também aconselho vivamente a vizualização - está muito bem realizada, com uma história forte e sentimental, na qual o espectador fica agarrado desde o primeiro episódio e, sendo que têm apenas 20 minutos, cada episódio é uma vizualização bem fácil.

Com apenas uma temporada e um final com um cliffhanger de deixar água na boca, só posso ficar entusiasmado para o que ainda está para vir na já anunciada 2ª temporada de nocturne.

Avaliação:9/10