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Filmes e Séries do Filipe

Viciado e apaixonado por filmes e séries, com objectivo de partilhar e discutir este pequeno vício com mais nerds iguais a mim.

Filmes e Séries do Filipe

Viciado e apaixonado por filmes e séries, com objectivo de partilhar e discutir este pequeno vício com mais nerds iguais a mim.

Revisão série: Rabo de Peixe

Filipe Lopes, 10.08.23

É verdade, hoje no blog temos nada mais nada menos que a review da série portuguesa para a Netflix, Rabo de Peixe. Muito se tem falado, dito, esmiuçado e criticado sobre a série, que de um modo geral tem sido um grande sucesso - até já tem 2ª temporada confirmada - e chegou a minha vez de falar e fazer a minha review.

Posso dizer que, após o trailer da série, esta me agarrou logo a curiosidade. Não sei explicar bem o que foi, mas talvez o plot meio básico mas que por si só representa uma premissa interessante. O aparecimento de droga na costa de uma ilha dos Açores serve de pano de fundo para a história de 4 amigos de uma ilha pobre perdida no meio do oceano Atlântico.

Sem dar muitos spoilers e falando apenas de um modo geral, Rabo de Peixe para mim foi uma aposta ganha e um grande sucesso. A série consegue dar a conhecer o produto nacional, quer sejam as paisagens, músicas, jeitos e até alguns palavrões - muito usados ao longo da série - bem como a qualidade dos actores e produção nacional, provando que Portugal também consegue fazer algo mais e ser bom para além das novelas que inundam a televisão nacional. E se acham que esta série é mais um dramazinho básico, estão muito enganados. Há plot twists, há mortes de personagens, há tiroteios, há tudo e mais alguma coisa bem ao estilo de Hollywood, sem nunca perder a pitada de qualidade que só um bom tuga pode dar.

De um modo geral, é uma série super divertida e cativante, não havendo muito momentos mortos. E as personagens mais principais são todas bem exploradas, o que faz com que se veja muito bem. Há que dar uma menção honrosa da minha parte ao ator Albano Jerónimo que, interpretando o vilão da série, foi para mim a melhor e mais bem caracterizada personagem.

É sempre bom ver Portugal representado em grandes produções e saber que podemos estar a um bom nível. Não ainda ao nível de séries como Casa de Papel ou Dark, mas é certo que estamos no bom caminho, e por mim podem continuar com as boas produções que eu cá estarei para as ver e fazer a minha review.

Avaliação 7/10

Revisão série: Tour de France Unchained

Filipe Lopes, 05.08.23

A review que vos trago hoje é de uma série que talvez seja um pouco diferente daquilo que a maioria das pessoas está habituada. Apesar disso achei que tinha de vir falar da série e dá-la a conhecer ao meu público.

Sei que a modalidade do ciclismo é um pouco desconhecida para a maioria das pessoas, e que até para algumas é vista de forma depreciativa. Para mim é um dos desportos que mais religiosamente acompanho - pelos menos as 3 grandes voltas -, e que me dá um gozo e prazer muito grande ser fã. Foi então com bom agrado que descori que a Netflix iria fazer uma série sobre o último Tour ao estilo da já muito conhecida Drive to Survive de F1.

A série acompanha a maior corrida velocipédica do mundo, o Tour de France, a corrida na qual todos querem estar e acima de tudo ganhar. Através de uma edição muito bem planeada e executada é-nos dado a conhecer a nós, telespectadores, tudo aquilo que não se vê na estrada ao longos dos muitos quilómetros que têm as etapas. Temos entrevistas com directores de corrida, entrevistas com ciclistas, e as suas histórias, interesses e sonhos são partilhados ao longos dos 6 episódios da série. 

Sendo eu um fã acérrimo de ciclismo, particularmente do tour, pensar que posso vir a ter todos os anos esta série que me pode dar o inside sobre o que se passou fora da estrada depois do que eu acompanhei pela TV é algo que me agrada muito. 

E se acham que esta série não é para vocês só porque não entendem nada de ciclismo, os produtores fizeram um muito bom trabalho a dar contexto a todos os termos técnicos, a explicar estratégias, falar sobre os tipos de ciclistas, detalhar objectivos das equipas e tudo aquilo que me fez apaixonar e adorar este desporto.

Avaliação:8/10

Revisão série: The Bear 2ª Temporada

Filipe Lopes, 02.08.23

Estamos de volta e com algo muito especial, neste caso a segunda temporada de The Bear, que estreou na Hulu há umas semanas. 

Se estiveram atentos, sabem que há uns tempos fiz a minha review da primeira temporada - para os menos atentos está aqui ... - e sabem que foi talvez para mim a série do ano. Foi então com enorme agrado que recebi a notícia de que estaria para chegar uma segunda temporada. Após a perfeição e a qualidade da primeira, achei que seria muito difícil superar o que já tinha sido conseguido. Mas a verdade é que, por incrível que pareça, não só conseguiu como na minha mais modesta opinião ainda superou em muito o que já tinha sido conseguido na primeira temporada.

Sem ir muito a fundo naquilo que foi esta temporada, pois é sempre melhor ser o espectador a descobrir por ele próprio, esta temporada, com mais episódios e alguns com mais tempo do que na season anterior, consegue dar a todas as personagens tempo para respirar e desenvolver cada uma com uma qualidade e mestria que acho que só The Bear consegue. E se acham que o ambiente claustrofóbico e angustiante que nos era imposto na cozinha na primeira temporada desapareceu, desenganem-se pois ele está lá sempre presente.

De realçar que apesar de a parte inicial da temporada ser mais calma tudo vai culminar no episódio 6, e que episódio 6! Acreditem em mim quando digo que os cameos, a atmosfera, o acting, os cenários, a fotografia - tudo é perfeito. 

Após esta segunda temporada, The Bear passou imediatamente para o meu top 5 de séries preferidas e não há muito mais que possa dizer para além de que, se ainda não viram, vão a correr pois garanto que não se vão arrepender, porque The Bear é de comer e chorar por mais.

Avaliação:10/10

Revisão Filme: Oppenheimer

Filipe Lopes, 01.08.23

E como, segundo a música do grande Rui Veloso, "o prometido é devido", após Barbie hoje temos a review de Oppenheimer, um filme de Christopher Nolan.

Nolan regressa após Tenet - o não tão popular e pode-se até dizer que talvez o menos atraente filme da sua carreira -, com uma biopic épica de uma das personagens mais relevantes da história, o teorista físico criador da bomba atómica.

Pouco se sabia sobre o filme além da época em que era passado, das personagens e atores que os iriam interpretar, o seu runtime e o facto de Nolan ter recriado o teste da explosão da bomba atómica sem recurso a CGI. Tudo isto contribuiu para uma experiência ainda mais tensa e imersiva, ali na sala de cinema, enquanto as cenas e o diálogos se iam desenrolando.

Oppenheimer não é de todo um filme fácil, ou tão apelativo como outros já realizados pelo Nolan. Começa logo pelo seu rating, que em Portugal significa que é cotado para maiores de 16 anos devido a algumas cenas sexuais e de nudez, que na minha opinão não acrescentam muito à narrativa, mas Nolan achou que seriam importantes nas 3 horas que o filme já apresenta. E para além disso, o filme é muito baseado em diálogo, e muito dele científico e com uma quantidade considerável de personagens que por vezes fazem com que o espectador se perca em nomes, acontecimentos e locais. Toda a história é dividida em 3 partes distintas, cada uma com um objectivo específico e magnificamente desenhadas por Nolan para nos dar a conhecer a história completa da pessoa e do homem que foi Oppenheimer, não só a nível mediático, como também pessoal e mental.

Sendo Nolan um realizador bastante conhecido e aclamado na indústria mas igualmente pelo telespectador comum, posso dizer que este filme não é para todos. De um modo geral, se gostaram de Dunkirk então vão adorar Oppenheimer, mas se por acaso foste ao engano a Dunkirk apenas por conheceres o nome do realizador, então este também não será para ti, pois não vais encontrar os plot twists, a parte de inovação ou o pensamento fora da caixa de filmes como Memento, Inception ou Interstellar.

De um modo geral, como filme que retrata acontecimentos importantes e impactantes da história humana, é tão bom como podia ser. Verdadeiro, mostrando ao telespectador como tudo aconteceu, com momentos que são autênticos murros no estômago de tão vis e cruéis que foram. Tal como as séries Chernobyl e Band of Brothers, Oppenheimer devia ser de visualização obrigatória nas escolas, de forma a mostrar e dar a conhecer - de uma forma mais subtil, se é que é possível - acontecimentos horríveis da humanidade, dando a possibilidade de discussão e debate destes temas presentes na história da humanidade.

Será que com Oppenheimer Nolan vai finalmente conseguir o seu primeiro Oscar? Cillian Murphy e Robert Downey Jr. na minha opinião vão ser nomeados de certeza, e o filme vai receber uma mão cheia de nomeações, por isso é esperar e em fevereiro vamos saber qual o desfecho deste filme épico escrito e realizado por Christopher Nolan.

Avaliação:9/10