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Filmes e Séries do Filipe

Viciado e apaixonado por filmes e séries, com objectivo de partilhar e discutir este pequeno vício com mais nerds iguais a mim.

Filmes e Séries do Filipe

Viciado e apaixonado por filmes e séries, com objectivo de partilhar e discutir este pequeno vício com mais nerds iguais a mim.

Revisão de Filme: Dune e Dune: Part Two

Filipe Lopes, 18.03.24

É verdade, hoje de uma forma um pouco diferente, e que nunca fiz aqui no canal, trago a revisão de Dune - que já estreou em 2021 - e Dune: Part Two, que podem ainda encontrar nas salas de cinema nacionais.

Vamos então começar por Dune. Esta é a mais recente adaptação para o grande ecrã da saga de livros de ficção científica escritos por Frank Herbert. Já antes, em 1984, um filme com o mesmo nome tinha estreado no grande ecrã, com pouco sucesso - o que fez com que não tivesse tido qualquer continuação. Eis que em 2021 Denis Villeneuve pega no projecto de voltar a apresentar Dune ao mundo. 

Para mim, Villeneuve é neste momento um dos melhores realizadores da atualidade, a par do Nolan. Todos os seus filmes são muito interessantes, com visuais altamente trabalhados, planos complexos e imersivos. Enemy (baseado no romance de Saramago), Prisioners, Sicario, Arrival ou Blade Runner 2049 são alguns dos filmes do realizador, muito bem aclamados pela crítica.

Foi então com pouca surpresa que, apesar de não conhecer nada sobre a história de Dune, sabia que, ao ser realizado por Villeneuve, ia ser sempre um grande filme. Normalmente, gosto de poder ver no grande ecrã este tipo de espetáculos que apelam mesmo ao ambiente de uma sala de cinema. Com Dune não foi o caso. Acabei por não conseguir ir ver na altura em que estreou, mas sempre soube que quando fosse sair o segundo teria que o ver em casa. Pois bem, com o aproximar da altura de ver Dune: Part Two, sentei-me ao pc, abri a Prime e carreguei play.

Este primeiro filme é apenas metade da história contada no primeiro livro, tendo o resto sido adaptado na segunda parte. Dune, em termos cinamatográficos, é o exemplo perfeito de como introduzir as audiências a um novo mundo/universo, tendo sido com isto acusado de ser muito slow paced e de nunca acontecer quase nada - o que aqui até é o caso, pois sendo apenas metade, a acção e os acontecimentos mais marcantes ficaram guardados para Dune: Part Two. Isto não invalida no entanto a qualidade das interpretações, a profundidade das personagens, a qualidade dos sets e a maravilhosa cinematografia. Não foi à toa que Dune ganhou 6 oscars.

E chegamos então a Dune:Part Two, que estreou nos cinemas nacionais dia 29 de fevereiro. 

Do que ia lendo o ouvindo online, o filme estava com as críticas lá no alto - relatos de que era perfeito, o melhor filme nos últimos 10/15 anos,  de que Dune:Part Two voltou a trazer ao espectador a magia de assistir a um filme nas salas de cinema pareciam exagerados. Não era então de admirar que o meu interesse e curiosidade cresciam de dia para dia.

Não foi com surpresa que, após as quase 3 horas de filme, saí da sala e... fiquei completamente obcecado com este filme, universo e estas personagens - sendo que até já fui a correr encomendar os 3 primeiros livros. Sem querer dar muitos spoilers, pois acredito que é a melhor forma de experienciar este segundo filme, apenas posso dizer que tudo aquilo que foi feito e visto no primeiro filme, aqui é conseguido com uma qualidade superior: a banda sonora, os cenários, a cinematografia, as interpretações e o aprofundar ainda mais da história. Tudo resulta, tudo é feito com uma qualidade quase perfeita por Villeneuve e, apesar de só estarmos em março, posso já afirmar com 95% de certeza que temos em mãos o melhor filme do ano, que vai certamente ganhar muito mais que os 6 oscars que teve o anterior. 

Se já no primeiro filme o cast era uma combinação de talento, com atores mais experientes misturados com alguns mais novos, essa característica continua no segundo filme com nomes como Timothée Chalamet, Florence Pugh, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Javier Bardem,  sendo que o grande destaque, para mim, vai para Austin Butler, que entrega uma caracterização digna de melhor ator secundário.

Posto isto, façam um favor a vocês mesmos e por favor, vão ao cinema ver este filme, é uma experiência da qual não se vão esquecer. Ao saírem de lá vão perceber que o acabaram de ver não foi um filme qualquer, mas sim um dos melhores dos tempos recentes.

Avaliação:10/10

 

 

 

Revisão de Filme: Poor Things

Filipe Lopes, 01.02.24

E começamos o ano com um dos filmes mais aguardados nas salas de cinema nacionais, liderando as nomeações para os Oscars a par de Oppenheimer (que podem ler a minha review aqui). Falo claro de Poor Things de Yorgos Lanthimos.

Este é daqueles filmes que não é para todos. Confesso que fui ver o filme apenas pela curiosidade e pelo facto de estar nomeado para os Oscars. Então pode-se dizer que fui sem saber bem ao que ia, pois nunca vi nada do realizador nem sabia a mínima coisa acerca do plot do filme.  Estas circunstâncias meio que ajudaram à experiência, uma vez que este filme é uma mistura de sentimentos que o realizador nos transmite através das paisagens e cenários muito característicos, bem como o uso de cenas provocantes, gráficas e até mesmo para mim algumas a roçar o exagero, sem nunca passar a linha do desnecessário. Há também que fazer uma menção honrrosa à utilização do de Lisboa em parte da narrativa, bem como à interpretação de Carminho, que para nós Portuguêses só nos pode encher de orgulho. 

Como o facto de eu ter visto o filme sem saber nada ajudou bastante à minha experiência - primeira ida ao cinema em 2024 - não vou dar aqui muitos spoiler. Vou só apenas dizer que agora percebo como obteve as 11 nomeções que conseguiu e que muito provavelmente será para mim até agora o segundo melhor filme do ano, logo atrás de Oppenheimer. Há que realçar também as interpretações de Emma Stone, Mark Ruffalo e Willem Dafoe, os 2 primeiros com nomeações.

Se por acaso já conheces alguma da cinematografia de Yorgos, ou és daqueles que não se importa com filmes fortes e provocadores que te deixam desconfortável e muitas vezes nos dão mais perguntas que respostas, este é o filme para ti e deves ir ao cinema ver. Se por outro lado tens dúvidas se será para ti, e preferes coisas mais soft e menos desafiantes, então será melhor aguardar para ver em casa, pois aí podes parar a qualquer momento e não pagaste o bilhete.

Avaliação:8.5/10

Revisão Filme: The Hunger Games The Ballad of Songbirds & Snakes

Filipe Lopes, 08.12.23

Hoje a review que vos trago é de mais um filme. Desta vez, a prequela da aclamada série The Hunger Games - baseada em livros do mesmo nome - que se iniciou em 2012, tendo os 4 filmes na altura sido um grande sucesso. Muito aclamado pela crítica e com bons números de bilheteira, foi com pouco espanto que, após todo esse grande sucesso, Songbirds & Snakes tenha também chegado ao grande ecrã.

A história é passada 64 anos antes do primeiro filme, onde acompanhamos Coriolanus Snow - o malvado e tirano líder de Panam e organizador dos jogos - durante os décimos hunger games, nos quais, como mentor, tem que ajudar uma rapariguinha do distrito 12 a ganhar e, assim, conseguir um grande prémio monetário.

Tendo em conta que eu posso ser suspeito, pois li os 3 livros e vi todos os filmes da saga, acho que posso começar por dizer que gostei muito do filme e, de um modo geral, foi uma agradável surpresa. Sem ainda ter lido este último livro, e sem ter visto quase nada da publicidade do filme, fui mesmo às cegas e, com as pipocas na mão e olhar no ecrã, tive uma sessão muito boa.

O filme está dividido em 3 partes distintas, que são bem delineadas com mensagens visuais no ecrã. Durante as duas primeiras, temos a introdução das personagens, informações sobre todo o enredo e até mesmo os jogos. Tudo acontece de forma bem rápida, resumida e super bem feita, pois mesmo sendo a maioria novas personagens, estas têm profundidade e acabamos a torcer e a gostar delas. É no entanto na terceira parte que, para mim, o filme perdeu um pouco da magia e do meu interesse. Na minha opinião, acho que o rumo que algumas personagens seguiram após os acontecimentos das duas primeiras partes acabou por ficar aquém do que poderia ter sido e estava a ser construído - e bem - durante o resto do filme, fazendo com que, no meu entender, o fim tenho sido um pouco apressado e desleixado. 

Apesar de tudo, de um modo geral, o filme é muito bem realizado, dirigido e interpretado. Temos tudo o que se poderia esperar de um filme de Hunger Games e, mesmo com uma terceira parte menos forte, não foi suficiente para estragar ou piorar o resto do filme.

Avaliação:8.5/10

 

Revisão Filme: The Marvels

Filipe Lopes, 03.12.23

O universo da Marvel tem para nos apresentar mais uma entrada com The Marvels e, claro está, depois de ter ido ver o filme ao cinema, hoje tenho para vocês a minha tão esperada review.

Se até agora, e de forma geral, qualquer pessoa que fosse ver um filme da Marvel conseguiria acompanhar com pouca dificuldade o que estava acontecer no grande ecrã, nesta nova entrada The Marvels a coisa fica um bocadinho mais complicada. Este é o primeiro filme do MCU no qual os acontecimentos passados nas séries do Disney+ - Ms Marvel e WandaVision - são um tanto ou quanto necessários para entender toda a essência do filme e alguns dos plots principais, o que neste caso, por si só, pode ser uma das razões para a fraca bilheteira que o filme tem registado.

Mas se és como eu, estás a par de tudo o que é Marvel e viste as séries - e mesmo que não estejas a par, vê um vídeo de recap no youtube que ficas preparado -, The Marvels aborda a história de como Kamala Khan, Monica Rambeau e Captain Marvel ficam interligadas atráves dos seus poderes cósmicos que, apesar de  diferentes, provêm de uma força comum às 3.

Não se deixem enganar pelas más reviews dos críticos, nem pelas pessoas que acham que o MCU está a morrer, ou mesmo por aqueles que acham que pós Endgame a Marvel nunca mais foi a mesma. Mesmo não sendo um dos melhores, certamente The Marvel não é dos piores filmes da Marvel. O filme é bastante compacto - apenas uma hora e meia - com uma história coesa e consegue fazer tudo aquilo a que se propõe. Tem princípio, meio e fim, é bastante divertido - e se são fãs de gatos como eu, há lá uma cena que vão adorar - e tem como ponto forte a química entre as atrizes principais. Quero apenas dar a minha menção honrosa a Iman Valane, pois com ela no ecrã em conjunto com a sua família dão sempre outra qualidade às cenas.

Pela primeira vez em muito tempo, este filme apresenta apenas uma mid credit scene, sem a tão famosa post credit scene - não precisam de ficar até ao fim -, e que mid credit scene, meus amigos! Para quem já viu sabe do que estou a falar, é uma cena que neste caso pode ou não ter grandes implicações para o universo como um todo. Mas que já não ficava de boca aberta no cinema com algo a acontecer há muito tempo - Spider Man No Way Home *wink wink* -, isso já.

Avaliação:7/10

 

Revisão Filme: Oppenheimer

Filipe Lopes, 01.08.23

E como, segundo a música do grande Rui Veloso, "o prometido é devido", após Barbie hoje temos a review de Oppenheimer, um filme de Christopher Nolan.

Nolan regressa após Tenet - o não tão popular e pode-se até dizer que talvez o menos atraente filme da sua carreira -, com uma biopic épica de uma das personagens mais relevantes da história, o teorista físico criador da bomba atómica.

Pouco se sabia sobre o filme além da época em que era passado, das personagens e atores que os iriam interpretar, o seu runtime e o facto de Nolan ter recriado o teste da explosão da bomba atómica sem recurso a CGI. Tudo isto contribuiu para uma experiência ainda mais tensa e imersiva, ali na sala de cinema, enquanto as cenas e o diálogos se iam desenrolando.

Oppenheimer não é de todo um filme fácil, ou tão apelativo como outros já realizados pelo Nolan. Começa logo pelo seu rating, que em Portugal significa que é cotado para maiores de 16 anos devido a algumas cenas sexuais e de nudez, que na minha opinão não acrescentam muito à narrativa, mas Nolan achou que seriam importantes nas 3 horas que o filme já apresenta. E para além disso, o filme é muito baseado em diálogo, e muito dele científico e com uma quantidade considerável de personagens que por vezes fazem com que o espectador se perca em nomes, acontecimentos e locais. Toda a história é dividida em 3 partes distintas, cada uma com um objectivo específico e magnificamente desenhadas por Nolan para nos dar a conhecer a história completa da pessoa e do homem que foi Oppenheimer, não só a nível mediático, como também pessoal e mental.

Sendo Nolan um realizador bastante conhecido e aclamado na indústria mas igualmente pelo telespectador comum, posso dizer que este filme não é para todos. De um modo geral, se gostaram de Dunkirk então vão adorar Oppenheimer, mas se por acaso foste ao engano a Dunkirk apenas por conheceres o nome do realizador, então este também não será para ti, pois não vais encontrar os plot twists, a parte de inovação ou o pensamento fora da caixa de filmes como Memento, Inception ou Interstellar.

De um modo geral, como filme que retrata acontecimentos importantes e impactantes da história humana, é tão bom como podia ser. Verdadeiro, mostrando ao telespectador como tudo aconteceu, com momentos que são autênticos murros no estômago de tão vis e cruéis que foram. Tal como as séries Chernobyl e Band of Brothers, Oppenheimer devia ser de visualização obrigatória nas escolas, de forma a mostrar e dar a conhecer - de uma forma mais subtil, se é que é possível - acontecimentos horríveis da humanidade, dando a possibilidade de discussão e debate destes temas presentes na história da humanidade.

Será que com Oppenheimer Nolan vai finalmente conseguir o seu primeiro Oscar? Cillian Murphy e Robert Downey Jr. na minha opinião vão ser nomeados de certeza, e o filme vai receber uma mão cheia de nomeações, por isso é esperar e em fevereiro vamos saber qual o desfecho deste filme épico escrito e realizado por Christopher Nolan.

Avaliação:9/10

Revisão Filme: Barbie

Filipe Lopes, 30.07.23

Pois sim, é verdade, eu entrei na euforia do Barbenheimer. E se a próxima review que podem esperar é a do Oppenheimer, hoje temos a review do filme da Barbie, que eu vi primeiro. De realçar que o cinema e a sala estavam completamente cheios. Já não via o cinema assim desde dezembro de 2021 com o Spider-Man No Way Home. Dá bem para sentir o impacto e pensar que o ritual de ir ao cinema, comer pipocas e ver um bom filme ainda é uma coisa que existe e está melhor que nunca.

Em relação ao filme em si, acho que não é indiferente a ninguém, e quer seja de uma maneira ou outra, já viram algo ou tiveram contato com a campanha de marketing para este filme. Desde os tons de rosa, os estereótipos dos corpos perfeitos de Ryan Gosling e Margot Robbie, e a envolvência feminina que a boneca mais conhecida do mundo tem, até entrar na sala de cinema não sabia o que esperar.

E o que é certo é que o filme - não saber nada de nada ajudou - surpreende e muito. Como não quero dar spoiler para quem ainda vai ver, ou ficou com curiosidade de espreitar depois da minha review, o filme assenta na premissa de mostrar e trazer para a mesa assuntos importantes e relevantes, os quais são impactantes nos dias que correm. Mas se pensam que esses temas são apenas abordados de forma corriqueira, superficial e só com uma mensagem subliminar de feminismo, não podiam estar mais redondamente enganados. 

Todo o filme é uma sátira, muito bem feita, e como nós encaramos a humanidade nos dias que correm com os estereótipos de o que é certo/errado, bonito/feio, e o como devíamos ou não ser como pessoas ou agir em determinado tipo de situações.

Todo o cast é perfeito, e dão uma elevação ao filme que poderia ser apenas um sketch para o SNL mal feito. O filme tem comédia e tem momentos sérios e que nos deixam a pensar e a refletir no que realmente somos e como vemos o outro e a sociedade no geral.

Se dúvidas havia que Barbie seria um sucesso, ficaram desfeitas logo no fim de semana de abertura, e com a qualidade do filme e o passa-palavra, o filme tem tudo para se tornar um sucesso mundial, chegar ao tão cobiçado grupo do 1 milhão de dólares e quem sabe até rivalizar para um ou 2 Óscares - o que para mim, a acontecer, seria muito bem merecido.

Avaliação:8.5/10

Revisão Filme: The Super Mario Bros. Movie

Filipe Lopes, 23.04.23

Hoje voltamos às reviews de filmes, e este não podia ser um filme mais diferente do que o da minha última review. Hoje trago a revisão de The Super Mario Bros. Movie que fui ver recentemente ao cinema.

Este foi daqueles filmes que eu não dava nada por ele. Fui vendo as notícias e aquilo que se ia sabendo do voice cast, mas foi após o primeiro trailer que a magia começou e soube que tinha que ir ao cinema ver o filme. Apesar de às vezes os trailers nos darem muito da história e contarem o filme todo, aqui não foi o caso e teve o efeito requerido de mim: comprar o meu lugar no cinema perto de mim.

Para mim, uma pessoa cujo contacto com os jogos ou o mundo do Super Mario é muito superficial, e sabendo apenas os básicos, este filme é tudo aquilo que se podia querer. A animação é super inovadora e bonita aos olhos durante todo o filme; a história, apesar de simples, é baseada nos jogos e serve de base para o resto, que foi a introdução de muitas personagens da Nintendo e de temáticas clássicas dos muito conhecidos jogos. O filme é super refrescante e divertido - ri muitas vezes no cinema - e a música é super bem usada e complementa tudo na perfeição.

De um modo geral, se são fãs é um must, e se não são, isto é para vocês também pois o divertimento e a positividade que vão tirar deste filme faz com que a hora e meia passe a correr e seja um muito bom plano para uma tarde ou noite bem passada! Ah, e fiquem até ao fim pois vão ter uma surpresa muito boa!

Avaliação:8/10

Revisão Filme: John Wick: Chapter 4

Filipe Lopes, 02.04.23

Ora bem, hoje a review que vos vou trazer é nada mais nada menos do que do filme John Wick Chapter 4, que fui ver ontem ao cinema - acompanhado de pipocas e bebida, como manda a tradição  - e que, sem me adiantar já muito, é talvez o segundo melhor do franchise, e um dos melhores filmes de ação em muitos anos.

Neste capítulo 4, após os acontecimentos passados no capítulo 3, John vê-se na mira directa da High Table, a organização que controla todo o mundo dos assassinos contratados, introduzida no mítico e já icónico John Wick 1. A Table, através do Marquês de Gramont - interpretado brilhantemente por Bill Skarsgard -, vai fazer de tudo para tentar por fim eliminar John, o "Baba Yaga".

Este 4º filme é o maior do franchise,  com quase 3 horas - e uma post-credit scene, por isso não se vão embora como todas as pessoas na sala onde eu estava - e se, para algumas pessoas, isso pode ser um problema, aqui não é de todo. O filme não perde um único momento e nem por um segundo achei que tivesse mais parado ou houvesse alguma cena que podia ser cortada. Toda a ação, história, cenas de combate, fluem com uma harmonia excelente, no qual não temos sequer tempo de parar e pereceber que já estamos quase no fim do filme. 

Para os entendidos, podem esperar deste chapter 4 tudo aquilo já visto nos capítulos anteriores e muito mais. O filme assume uma aura de vídeojogo, onde temos cut scenes, bosses cada vez mais fortes e imponentes e níveis que vão ficando cada vez mais complicados à medida que o nosso protagonista se aproxima do seu desafio final.

Nestas quase 3 horas de filme, Keanu diz menos de 400 palavras, dando oportunidade às personagens secundárias de se tornarem também elas partes fundamentais desta vingança que já vamos acompanhando há 4 filmes. De todas elas, Donnie Yen, que interpreta um assassino cego a mando da Table, é talvez o que mais se destaca e quem tem a história mais importante para o desenrolar dos acontecimentos.

Ainda só vamos em Abril e este ano já levamos a barriga cheia de  bons filmes numa grande variedade de géneros, e este John Wick é só mais um que vale muito a pena ir a correr ver ao cinema, não só porque se trata de um dos melhores filme de acção, mas também por ser o culminar desta história do nosso assassino preferido do grande ecrã!

Avaliação:9/10

 

 

 

Revisão Filme: Avatar: The Way of Water

Filipe Lopes, 22.01.23

E bem, caros leitores, começamos o ano com uma review que tenho vindo a adiar já há algum tempo, mas que tenho a certeza que me vai dar muito prazer escrever. A review que trago hoje é nada mais nada menos do que Avatar: The Way of Water - a tão aguardada sequela de Avatar, o filme que toda a gente foi a correr ver ao cinema, corria o ano de 2009. E a pergunta que se impõe é: Passados 23 anos, terá valido a pena toda esta espera? 

Com um enorme SIM, posso dizer que todos os 23 anos de espera valeram bem a pena. Havia muitas dúvidas, e muitos não acreditavam que esta nova sequela seria sequer equiparável ao primeiro, tanto a nível de impacto cultural como a nível monetário. Aquele sucesso de 2009 seria praticamente impossível de se repetir. Ou pelo menos assim o parecia à primeira vista.

A verdade é que à data da escrita desta review, Avatar: The Way of Water é o 6º filme com maior bilheteira de sempre. Sim, desde que a indústria dos filmes existe, este, que saiu no final de 2022, ocupa o 6º lugar dos que mais dinheiro fizeram, sendo muito provável que ainda venha a entrar para o Top 5. Isto representaria um marco na história do cinema, pois James Cameron realizou 3 dos 5 filmes mais rentáveis de sempre com Avatar, Avatar: The Way of Water e Titanic, sendo só incomodado por grandes e mundialmente conhecidos franchises: Star Wars e Marvel.

Mas como estão aqui para ler sobre a minha review, e após esta pequena introdução, vamos passar ao filme propriamente dito.

O filme continua a história de Jake Sully, que juntamente com Ney'tiri estavam em paz com a sua família em Pandora. Mas tal como no primeiro filme, em conjunto com o retorno de um antigo e perigoso vilão, Jake vê-se obrigado a fugir da floresta e a descobrir uma nova parte de Pandora, neste caso com a tribo da água. 

Tal como no primeiro Avatar, em The Way of Water James Cameron apresenta uma visão profunda e com um objectivo bem definido - já que durante as gravações, grande parte de Avatar 3 e 4 já tinham sido filmados. 

Para além disso, digo já que este filme foi feito para o espectador ter uma melhor experiência se o vir em 3D. Sei que há pessoas que até podem não gostar, mas sem ser em 3D o filme perde alguma da sua essência. Avatar foi pioneiro na forma como a tecnologia do 3D foi utilizada - toda a gente tinha um par de óculos em 2009/2010 - e como forma de continuar o seu legado, Cameron não se limitou a reproduzir aquilo que já tinha conseguido com Avatar em The Way of Water. Não, Cameron elevou ainda mais a fasquia, desenvolvendo até mesmo nova tecnologia para gravação de motion capture debaixo de água, onde muita da ação do filme e toda a sua espetacularidade se desenrola. 

Avatar: The Way of Water ultrapassa qualquer filme que já tenha sido feito a nível cinematográfico e de efeitos especiais - o Oscar é mais que garantido nestas categorias -, de tal forma que ao fim de 5 minutos deixamos de pensar que estão ali personagens 100% geradas por um computador e parecem-nos ser pessoas normais que existem mesmo, e estão ali literalmente à distância de um braço, chegando a parecer em alguns momentos que lhes podemos tocar assim que elas saem do ecrã! E se no primeiro filme Cameron nos tinha dado uma mensagem do quão importante é proteger a floresta dos invasores - neste caso nós, humanos no planeta Terra -, mostrando as maravilhas da mesma através de uma cinematografia pensada e cuidadosamente planeada ao pormenor, neste The Way of Water temos a mesma abordagem mas, neste caso, aplicada aos oceanos e às diferentes faunas e floras que lá podem ser encontradas e a sua importância para manter Pandora - Terra - equilibrada num único ecossistema que funciona e se mantem em equilíbrio e saudável.

Se estás na duvida ou achas que o Avatar não é nada de mais, dá uma oportunidade. Quando foi a última vez que viste um filme em 3D? Principalmente um que foi pensado para ti e para te proporcionar a melhor experiência de sempre na sala de cinema? E já que estás aí, porque não juntar uma bebida e um balde de pipocas e deixar que a visão e a experiência que Cameron visionou te deixe deslumbrado e talvez desperte novamente, ou não, o amor e a paixão por voltar recorrentemente a uma sala de cinema.

Avaliação: 9.5/10

Revisão Filme: Black Panther: Wakanda Forever

Filipe Lopes, 14.12.22

É chegado finalmente o momento. Uma das reviews que tenho vindo a adiar escrever e publicar aqui no blogue, a tão aguardada sequela do enorme sucesso do MCU - nomeado para oscar de melhor filme - temos Black Panther Wakanda Forever, novamente realizado por Ryan Coogler.

Como já era sabido, este filme, para além de ser a sequela a um dos filmes com maior impacto social e cultural dos últimos anos, ficou também marcado pela morte precoce da sua estrela principal, Chadwick Boseman. E com isto, toda a história teve de ser mudada e adaptada para comportar o trágico acontecimento. Ficando a pergunta "terá estado Coogler à altura do monomental desafio?" Na maior parte, eu diria que sim. Apesar de não ter concordado com o rumo de algumas personagens, no geral foi feito o que melhor se podia dadas as circunstâncias.

Wakanda Forever introduz ao MCU a personagem de Namor, o primeiro mutante da Marvel, que aqui é apresentado como vilão. Desde Loki e Thanos, não me lembro de um vilão tão bom, complexo e do qual entendemos bem as sua motivações - como se costuma dizer, um filme, principalmente de comics, é tão bom quanto a qualidade do seu vilão. Com Namor é também introduzida a sua cultura, mundo e nação, muito ao nível do que foi feito no primeiro Black Panther. A Marvel, num golpe de mestre, consegue mais uma vez introduzir um novo mundo cultural e com impacto que aumenta e aprofunda a diversidade e inclusão que os seus filmes têm trazido.

No que diz respeito ao herói propriamente dito, este filme lida com a perda do Black Panther com pinças e demonstra o processo de luto, tanto das personagem como dos próprios atores, e até mesmo de nós, o público. Na verdade, a maior parte do filme é passada sem a personagem do Black Panther aparecer no ecrã, estando guardada para o terceiro ato a revelação de como e quem será o sucessor do recente desaparecido T'Challa.

De um modo geral, para mim este foi dos melhores filmes da "phase 4", e apesar dos mais longos, eu não dei pelo tempo passar, o que indica que estava bem estruturado e conseguiu manter-se interessante e cativante ao longo das quase 2 horas e 40 mintos. De realçar também os créditos iniciais da Marvel, que aqui foram editados para prestar homenagem a Chadwick Boseman, e a igualmente tocante e emotiva cena pós-créditos, que deixa não só a história num final super satisfatório, mas também com um interesse forte para o futuro da saga.

Avaliação:8.5/10